E é nesta página em branco que compartilho (quase) todos os meus segredos, as minhas desilusões, os meus receios, os meus medos, as minhas vitórias mas acima de tudo compartilho uma lição de vida para que as pessoas não desistam daquilo que lhes traz felicidade.Sou uma rapariga igual ou pelo menos tenta ser igual às outras raparigas, sou muito triste e vejo tristeza em todo o lado por isso não gosto de me dar a conhecer e me apegar às pessoas porque tenho medo da separação mas é uma caraterística que ainda estou a tentar lidar com isso porque apesar de tudo não posso pensar que toda a gente se vai afastar de mim e me vai deixar sozinha, sou uma pessoa muito insegura e que se rebaixa perante as outras pessoas e que diz para si mesma "Não consigo" mas graças ao apoio familiar e de amigos tenho superado as expetativas e até me saí melhor do que aquilo que pensava. As pessoas dizem que tenho que acreditar mais em mim e ter fé porque faço coisas extraordinárias quando acredito plenamente nas minhas capacidades.
Lidei com uma (quase) depressão na minha adolescência, sinto que foi um dos momentos em que apaguei-me completamente da vida e só via os dias passar mas sentia sempre um vazio dentro de mim que só os comprimidos (mesmo por pouco tempo) conseguiam preenchê-lo mas com muita força de vontade consegui (penso eu) ultrapassar essa fase mais negra do meu percurso por esta efémera vida e espero não voltar ao passado mas viver no presente.
A vida é muito instável, tem altos e baixos, em que pode nunca se sabe o que pode acontecer nem sequer tentar adivinhar. Quando pensamos que estamos bem há sempre alguma coisa para nos destruir ou nos chatear mas quantas mais vezes caio mais me levanto.
Tive uma recaida no Verão deste ano e decidi pedir ajuda (outra vez) porque desta vez senti se não tivesse ajuda poderia magoar alguém e a situação poderia acabar mal, tanto para mim como para as pessoas que estavam à minha volta. Começei, outra vez, com a medicação que estava a tomar e sinto-me melhor do que estava dantes (ao menos fico apagada um pouco da vida). Voltei ao passado mas agora já não tenho esperança que isto passe. Percebi que nem os médicos preenchem o vazio que eu sinto, não conseguem satisfazer as minhas necessidades. Já estive em tantos psicológos que começei a perceber que as pessoas não se tratam com a fala, nem é com a fala que os problemas das pessoas desaparecem, por isso, os psiquiatras são melhores do que os psicológos, devido ao facto, de poderem dar comprimidos às pessoas para se sentirem bem psicologicamente e pelo menos sentirem conforto nem que seja pelo tempo de duração do comprimido.
Estou farta de fazer a mesma coisa, quero experimentar coisas novas, quero conhecer sitios novos, quero conhecer pessoas novas mas tenho que estar aqui presa à faculdade para puder tirar um curso que nem vou acabar em três anos (ainda por cima). Juro que para o ano não volto mais aqui e vou dar rumo a isto. Cheguei ao meu limite e não sei quanto tempo é que vou aguentar isto.
Be strong, Believe
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