quinta-feira, 22 de maio de 2014

Procura da Alma Gémea

Hoje estive a debater-me com uma questão que me surge muitas vezes: Porque é que o ser humano tem necessidade insaciável de encontrar a sua alma gémea?
De acordo com o “Banquete” de Platão no discurso de Aristófanes existiam três géneros de sexo, nos seres humanos: Feminino, Masculino e outro género, que hoje já não existe, que se chama Andrógino (tem características Masculinas e Femininas).
Ele diz que o Andrógino tinha a forma de um ser humano, era inteiro e globular com as costas e os flancos arredondados. Tem como características quatro braços, quatro pernas, duas faces no pescoço redondo, quatro orelhas, e dois órgãos genitais. Como estes tinham uma extrema força e resistência começaram a conspirar contra os deuses. Os deuses reagiram e tomaram providência para que isso não voltasse a acontecer. Ficou então decidido que era necessário dividi-los. É dessa divisão que provém, segundo Aristófanes, o sentimento de incompleto, o que leva os seres humanos a procurarem a parte que falta deles.
Eu acredito que isto explique o facto de algumas pessoas sentirem-se infelizes a vida toda com a pessoa com quem casam, para outras pessoas a felicidade é completa porque encontraram a sua metade e mais um tanto de pessoas procuram a vida inteira pela sua metade.
Eu sendo uma Classicista acho bastante interessante poder abordar estas obras que estão bastante na atualidade e que podem explicar muitos dos nossos comportamentos e da nossa vida.
Espero um dia poder encontrar a metade que me falte e ser muito feliz, senão vou andar a procura-la até encontrar a felicidade plena.

Sejam felizes!

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Destino ou "Fatum"

Hoje, apenas, vou reflectir sobre um tema, chamado “Destino” Ou “Fatum”, em Latim
Todas as pessoas têm um destino e eu ainda quero descobrir qual é o meu objectivo aqui e será que vou alguma vez concretizá-lo? São dúvidas que não me saem na cabeça e quando tento procurar uma explicação mais dúvidas me surgem. Será que estamos destinados a fazer alguma coisa? E será que o caminho que nós seguimos já está destinado ou somos nós a fazer as nossas próprias escolhas e fazer o nosso destino?
Na Mitologia Grega, eram as moiras que decidiam o destino tanto dos seres humanos como dos deuses. Elas fabricavam, teciam e cortavam, aquilo que seria o fio da Vida de todas as pessoas. Utilizavam a Roda da Fortuna para tecer os fios. Giravam a roda e decidia-se em que parte ficava o fio da vida: se fosse na parte superior (o topo) era um ser humano privilegiado e se fosse na parte inferior (no fundo) a pessoa era menos privilegiada. Isso também pode explicar os períodos de boa e má sorte da pessoa.
Será que isto explica que temos um destino traçado como explica a Mitologia Grega? Vou deixar uma opinião muito pessoal sobre o destino.
A minha opinião é que, sim, acredito no destino, acredito que quando tem que acontecer, acontece, acredito que este é o caminho certo e que tenho um destino marcado, mas podemos mudá-lo perante as atitudes que tivermos aos obstáculos. Um dia disseram-me que não ia conseguir chegar onde cheguei e eu contrariei as probabilidades, e dei a volta por cima e cheguei mais longe do que estavam todos à espera. Tudo acontece por uma razão!
Só sei que simplesmente estou no caminho certo e espero um dia ter uma resposta em concreto sobre as minhas perguntas todas e quero pensar que estamos vivos para cumprir aquilo que nos foi destinado. Também acredito que a Mitologia Grega está certa em termos do Fio da Vida e da Boa e Má sorte do ser humano. Acho bastante interessante explicar isto com histórias da Antiguidade Clássica, porque todas elas têm um fundo de verdade.


Vivam a vida e sejam felizes!

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Vida Universitária

Nem acredito que estou a acabar o meu ano de Caloira, ou seja, o melhor ano da minha vida académica.
Parece que ainda agora estava a receber um e-mail da DGES a dizer que tinha entrado na Faculdade de Letras em Estudos Clássicos. Fiquei bastante contente e fui logo procurar casa. Quando entrei na Faculdade para ter a minha primeira, senti-me logo em casa, foi muito bem integrada, sentia-me livre como nunca me senti. As praxes todas que tive, aproveitei-as ao máximo e posso dizer que foram todas muito integradoras e que serviram também para eu conhecer pessoas novas e fazer amizades para uma vida inteira.
Foi neste ano também que conheci pessoas que sabia que queria levar para vida, também tive desgostos com algumas, mas nada que não se ultrapasse.
O 1ºsemestre passou a correr e este 2º semestre nem o vi a passar. Quanto menos eu esperava estava já na altura da Queima das Fitas e no dia do meu Jantar de Curso onde ia poder trajar pela primeira vez.
Na altura em que a minha Madrinha e a Teresa me traçaram a capa, as lágrimas vieram-me aos olhos porque sabia bem o caminho que tinha percorrido para chegar até aqui. Ultrapassei muitos obstáculos mas mantive-me sempre de pé para poder tornar este sonho realidade. Foi uma noite bastante mágica e senti bastante ORGULHO em ter Coimbra em cima dos meus ombros. 
"Capa Negra Usei, Por Coimbra Me Apaixonei", agora sei bem o que isto significa e não quero sair mais daqui, quero aproveitar todos os momentos que a minha vida universitária me tem para dar e retirar momentos bons e positivos.

Be Strong

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Idade Adulta

O tempo passa a correr, os momentos bons não voltam, nada dura para sempre, tudo o que é bom acaba. Temos sempre esses pensamentos na nossa cabeça e cada vez fazem mais sentido.
Alguns dias atrás, estive a pensar nos meus tempos de infância, onde o tempo passava bastante devagar, brincava com as minhas bonecas, passava tardes inteiras a ver televisão, não tinha preocupações. Dizia sempre há minha mãe que queria ser adulta como ela, e ela dizia-me que teria muito tempo para crescer mas eu tinha ânsia disso.
Cheguei à idade adulta e agora só quero que o tempo volte para trás. A vida de adulta não é fácil para ninguém e é preciso gerir muito bem o nosso stress, precisamos de mais autonomia, mais independência porque sabemos que a nossa mãe não dura para sempre, precisamos de orientação. Foi um pouco complicado para mim, quando vim estudar, vir viver sem a minha família. A primeira semana foi chorar todos os dias ao telefone e dizia que queria voltar para casa, mas eu, como todos os seres humanos, habituei-me e fez-me bastante bem para crescer como pessoa, ganhar mais experiência sobre o que é a vida e como ela pode ser dura.
Portanto, temos que ver isto como um teste que a vida nos faz onde testa as nossas aptidões em termos de seres humanos.

Be Happy!

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Problemas em torno de mim!

Mais um dia que passou desta vida que é imprevisível e consegue-nos dominar ao ponto de nos fazer questionar o porquê de estarmos aqui e quais são as razões que nos levam a lutar para atingir um objetivo.
Neste caso, estou a reflectir sobre os problemas que tenho : O porquê de não conseguir tomar uma decisão e de ser tão indecisa? Tento arranjar possibilidades de ser assim, possibilidades de foro psicológico, psiquiátrico, cientificas, talvez genéticas, até recuo aos meus tempos de infância para conseguir perceber mas não encontro resposta alguma. Ainda fico cada vez mais confusa mas tento sempre arranjar uma explicação, apesar de não ser a mais favorável.
Estar num grupo de amigos, ouvi-los a falar, e mesmo assim não conseguir estar descontraída. Queria tanto que os problemas não me afectassem mas parece que quanto mais penso neles mais eles me afectam e eu chego ao ponto de me sentir muito fraca e chego ao ponto de querer esquecer tudo e não me importar com nada. Gostava de poder chegar ao ponto de deixar as coisas fluírem e irem pelo caminho certo mas não consigo.
Tento fingir que estou bem mas chego a um ponto que já ando farta de fingir que estou bem porque não estou bem, realmente. Não consigo tomar decisões, os meus medos dominam-me e só quero fugir e parece que não encontro a saída. Sei que sou diferente das outras pessoas e nunca vou ser a chamada “normal”. Já não consigo surpreender ninguém, toda a gente sabe que fugo dos problemas e depois já não tenho volta a dar.
Se tenho problemas de integração? Tenho imensas, mas vou superando. Não me acho integrada na sociedade e as pessoas julgam-me logo pela aparência (algumas!!!) mas estou bem com isso. Tenho problemas em fazer amizades, problemas em me ligar a pessoas, não gosto da ideia de me ligar às pessoas. Gosto que elas me conheçam superficialmente e que não me conheçam profundamente porque assim elas iriam afastar-se.
Debato-me com isto, todos os dias, mas hei-de ficar bem.

BE STRONG!